Poético, introspectivo, irônico. Caio Fernando Abreu constrói narrativas de refinada sensibilidade, com detalhamento emocional complexo. Tem habilidade singular para combinar realismo e lirismo quando discorre sobre amor, sexo, homossexualidade. Suas histórias são povoadas por pessoas de classe média urbana, solitárias ou engajadas em relações fugazes. Seres à deriva, imersos na solidão e impessoalidade da urbe, envolvidos em experimentações e incertezas. O autor recebeu o prêmio Jabuti em 1989.

O AUTOR

Nome

Caio Fernando Loureiro de Abreu

Nascimento

1948, Santiago (RS), Brasil.

Língua

Portuguesa

Sobre Caio Fernando Abreu e sua obra

O LIVRO

Título

O melhor de Caio Fernando Abreu: contos e crônicas

Editora

Nova Fronteira

Contos

  1. O príncipe Sapo
  2. Corujas
  3. O coração de Alzira
  4. Fuga
  5. Oásis
  6. Visita
  7. Para uma avenca partindo
  8. Aconteceu na Praça XV
  9. Garopaba mon amour
  10. Um história de borboletas
  11. Os sobreviventes
  12. Pela passagem de uma grande dor
  13. Sargento Garcia
  14. Aqueles dois
  15. Linda, uma história horrível
  16. Os sapatinhos vermelhos
  17. Mel & girassóis
  18. Sob o céu de Saigon

Crônicas

  1. Pequenas e grandes esperanças
  2. Pequenas epifanias
  3. Amizade telefônica
  4. O mistério do cavalo de Édipo
  5. Com afeto e mau humor
  6. Uma fábula chatinha
  7. Querem acabar comigo
  8. Verão de julho
  9. Que depois de me ler
  10. Carlos chega ao céu
  11. Na terra do coração
  12. De laços, seios, sábados e tormentas
  13. Primeira carta para além do muro
  14. Última carta para além dos muros
  15. Sim, que seja este o porto
  16. Para lembrar Tia Flora
  17. Tentativa de sitiar um esquisitice
  18. Agostos por dentro

Fragmento

“Eu peço um cigarro e ela me atira o maço na cara como quem joga um tijolo, ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, a velha angst, saco, mas ando, ando, mais de duas décadas de convívio cotidiano, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, ah, não me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, eu nunca tive porra de ideal nenhum, eu só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista capitalista, eu só queria era ser feliz, cara, gorda, burra, alienada e completamente feliz.” (Os sobreviventes, conto de Caio Fernando Abreu)