Os contos maravilhosos de Grimm são narrativas folclóricas transcritas e adaptadas pelos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm a partir da tradição oral, anônima e popular alemã. A primeira edição data de 1812. Passados mais de dois séculos, essas histórias caraterizadas pela naturalidade do maravilhoso, que em sua maioria contam o triunfo de seres frágeis sobre severas adversidades e poderes malignos, universalizaram-se com tal ímpeto que é difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar de sapos que viraram príncipes, bruxas malvadas e beijos que despertaram princesas. Os contos de Grimm motivaram filmes, animações e a produção de diversos artefatos culturais. Eles influenciaram de forma decisiva a concepção ocidental de literatura infantil e continuam formando leitores e estimulando a imaginação de crianças e adultos.

OS AUTORES

Nome

Jacob Ludwig Karl Grimm

Nascimento

1785, Hanau, Alemanha.

Nome

Wilhelm Karl Grimm

Nascimento

1786, Hanau, Alemanha.

Língua

Alemã

Sobre a obra dos irmãos Grimm

O LIVRO

Título

Contos maravilhosos infantis e domésticos (1812-1815) — tomos 1 e 2

Tradução

Christine Röhrig

Editora

Cosac Naify

Contos

  1. O rei sapo ou o Henrique de ferro
  2. Gato e rato em sociedade
  3. A protegida de Maria
  4. Bom jogo de boliche e de cartas
  5. O lobo e os sete cabritinhos
  6. O rouxinol e a cabra-cega
  7. As moedas furtadas
  8. A mão com a faca
  9. Os doze irmãos
  10. Bando de esfarrapados
  11. Irmãozinho e irmãzinha
  12. Rapunzel
  13. Os três homenzinhos na floresta
  14. A maldita fiação do linho
  15. João e Maria
  16. Sr. Dito e Feito
  17. A serpente branca
  18. A viagem de Palha, Brasa e Feijão
  19. O pescador e sua mulher
  20. O alfaiate valente [I e II]
  21. A Gata Borralheira
  22. Quando crianças brincaram de açougueiro [I e II]
  23. O camundongo, o passarinho e a linguiça
  24. A senhora Holle
  25. Os três corvos
  26. Chapeuzinho Vermelho
  27. A morte e o pastor de gansos
  28. O osso que canta
  29. O Diabo e seus três fios de cabelo dourado
  30. Piolhinho e pulguinha
  31. A moça sem mãos
  32. O esperto João [I e II]
  33. O gato de botas
  34. A Trina do João
  35. O pardal e seus quatro filhotes
  36. “Serve-te, mesinha”, burro de ouro e porrete dentro do saco [I e II]
  37. A toalha, a mochila de exército, o chapéu canhoneiro e a corneta
  38. Dona Raposa [I e II]
  39. Os gnomos [I. O sapateiro para quem trabalharam; II. A empregada madrinha; III. A mulher que teve a criança trocada]
  40. O noivo bandido
  41. O sr. Korbes
  42. O padrinho
  43. Estranha hospitalidade
  44. Madrinha Morte
  45. As andanças de Pequeno Polegar
  46. O pássaro do bruxo Fichter
  47. O pé de zimbro
  48. O velho Sultão
  49. Os seis cisnes
  50. A Bela Adormecida
  51. Pássaro Achado
  52. Rei Bico-de-Tordo
  53. Branca de neve
  54. João Bobo
  55. Rumpelstilzchen
  56. O Amado Rolando
  57. O pássaro de ouro
  58. O fiel padrinho pardal
  59. O príncipe Cisne
  60. O ovo de ouro
  61. A alfaiate que ficou rico rapidamente
  62. Barba-azul
  63. Crianças douradas
  64. Tolinho [I. A pomba branca; II. A abelha rainha; III. As três pernas; IV. O ganso de ouro]
  65. Mil peles
  66. Vapt-vupt-zum
  67. O rei e o leão
  68. O jardim de inverno e de verão
  69. Jorinda e Joringel
  70. O Okerlo
  71. A princesa Pele de Rato
  72. A pera não quer cair
  73. O Castelo Assassino
  74. João-Cascata e Gaspar-Cascata
  75. Pássaro Fênix
  76. O cravo
  77. O marceneiro e o torneiro
  78. O velho avô e o neto
  79. A ninfa das águas
  80. A morte da galinha
  81. O Ferreiro e o Diabo
  82. As três irmãs
  83. A menina pobre
  84. A sogra
  85. Fragmentos [A. Flor da Neve; B. A princesa que tinha um piolho; C. Do príncipe João; D. A boa atadura]
  86. A raposa e os gansos
  87. O pobre e o rico
  88. A cotovia cantante e saltitante
  89. A pastora de gansos
  90. O jovem gigante
  91. O gnomo
  92. O rei da Montanha Dourada
  93. Corvo
  94. A esperta filha do camponês
  95. O gênio da garrafa
  96. Os três passarinhos
  97. A água da vida
  98. Doutor Sabe-Tudo
  99. O príncipe sapo
  100. O irmão fuliginoso do Diabo
  101. O Diabo da farda verde
  102. O rei da sebe e o urso
  103. O mingau doce
  104. Os animais fiéis
  105. Contos sobre a rã [I, II e III]
  106. O pobre jovem moleiro e o gatinho
  107. Os corvos
  108. Hans Meu Ouriço
  109. A mortalha
  110. O judeu entre os espinhos
  111. O caçador experiente
  112. O mangual do céu
  113. Os dois filhos do rei
  114. A alfaiatezinho esperto
  115. A clara luz do sol revelará para o dia
  116. A luz azul
  117. A criança teimosa
  118. Os três cirurgiões de campanha
  119. O indolente e o esforçado
  120. Os três artesãos
  121. O casamento celestial
  122. O nariz comprido
  123. A velha floresta
  124. Os três irmãos
  125. O Diabo e sua avó
  126. Fernando Fiel e Fernando Infiel
  127. O fogão de ferro
  128. A fiandeira preguiçosa
  129. O leão e o sapo
  130. O soldado e o carpinteiro
  131. A bela Catarina e Pif Paf, Poltrie
  132. A raposa e o cavalo
  133. Os sapatos gastos de tanto dançar
  134. Os seis criados
  135. A noiva preta e a noiva branca
  136. O homem selvagem
  137. As três princesas pretas
  138. Knoist e seus três filhos
  139. A menina de Brakel
  140. A criadagem
  141. O cordeirinho e o peixinho
  142. A montanha Semeli
  143. As crianças famintas
  144. O burrinho
  145. O filho ingrato
  146. A beterraba
  147. O velho homem rejuvenescido
  148. Os animais do Senhor e do Diabo
  149. A viga do galo
  150. A velha mendiga
  151. Os três preguiçosos
  152. A Santa Zelosa
  153. O conto maravilhoso da terra da Cocanha
  154. O conto das mentiras
  155. Conto de enigma
  156. A chave dourada

Fragmento

“Um moleiro tinha três filhos, um moinho, um burro e um gato. O trabalho dos filhos era moer, o do burro era trazer o grão e levar a farinha embora e o da gato era caçar os ratos. Quando o moleiro morreu, os três filhos dividiram a herança; o mais velho ficou com o moinho, o segundo com o burro e, por não sobrar outra coisa, o terceiro ficou com o gato. Entristecido, o caçula pensou: ‘Eu fiquei com a pior parte. Meu irmão mais velho pode moer, o do meio pode montar no burro, e eu vou fazer o que com um gato? Vou mandar fazer umas luvas com a pele dele e acabar logo com isso’. ‘Preste atenção’, disse o gato, que tinha entendido tudo, ‘você não precisa me matar para fazer umas luvas vagabundas com a minha pele. É só mandar fazer um par de botas para mim, para que eu possa sair e estar entre as pessoas, e logo você será recompensado’. O filho do moleiro ficou surpreso ao ouvir o gato falar, mas, como o sapateiro estava passando por ali bem naquele momento, convidou este para entrar encomendou um par de botas sob medida para o gato. Quando ficaram prontas, o gato as calçou, pegou um saco, encheu seu fundo com grãos de milho, amarrou nele um cordão de modo que dava para puxar e fechá-lo, depois o jogou nas costas e saiu pela porta, andando sobre duas patas como se fosse um ser humano.” (O gato de botas, conto de Jacob e Wilhelm Grimm)